quinta-feira, maio 30

O difícil facilitário do Verbo Ouvir


O Difícil Facilitário do Verbo Ouvir


Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.

Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento.



Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.



Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente leitorado que, por certo, me ajudará passando-me as pesquisas que tenha a respeito.



Observe que:

1) Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.

2) O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.

3) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.

4) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que imagina que o outro ia falar.

5) Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando. Eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.

6) O receptor não ouve o que o outro fala, Ele ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.

7) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que está sentindo.

8) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.

9) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.

10) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância.

11) A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso de amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.

12) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as ideias e pontos de vista que no momento a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.

Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que, necessariamente, haja comunicação. Pode haver até um conhecimento a dois sem que necessariamente haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os pólos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de "escutar", mas no sentido de procurar compreender em sua extensão e profundidade o que o outro está dizendo.

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.

Ouvir implica uma entrega ao outro, uma diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interferem como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.

Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência. Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem a si mesmas. Elas precisam "não ouvir" porque "não ouvindo" livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem, e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não é, pois, um sólido mecanismo de defesa.

Ouvir é um grande desafio. Desafio de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza, ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.

Depois que a pessoa aprende a ouvir ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.

Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.


A finalidade da comunicação é fazer-se entender. Mas há quem prefira se desentender.

sábado, maio 25

Oração do Deus Desconhecido


Fórum Cidades Sustentáveis - Palestra com Leonardo Boff


Ética a partir do aquecimento global

25/05/2013 Por Leonardo BofF
Em alguns lugares da Terra se rompeu, há dias, a barreira dos 400 ppm de CO2, o que pode acarretar desastres sócio-ambientais de grande magnitude. Se nada de consistente e coletivamente  fizermos, podemos conhecer dias tenebrosos. Não é que não podemos fazer mais nada. Se não podemos frear a roda, podemos no entanto diminuir-lhe a velocidade. Podemos e devemos nos adaptar às mudanças e nos organizar para minorar os efeitos prejudiciais. Agora se trata de viver radicalmente os quatro erres: reduzir, reutilizar, reciclar e rearborizar.
Precisamos de uma orientação ética que nos ajude alinhar nossas práticas para a superação da crise atual. Nesse quadro dramático, como fundar um discurso ético minimamente consistente que valha para todos?
Até agora as éticas e as morais se baseavam nas culturas regionais. Hoje na fase planetária da espécie humana precisamos refundar a ética a partir de algo que seja comum a todos e que todos a possam entender e realizar.É o que propunha Paulo Freire com sua Etica Universal do Ser humano que nós acrescentaríamos do ser humano e da Mãe Terra.
Olhando para trás, identificamos duas fontes que   orientaram e ainda orientam ética e moralmente as sociedades até os dias de hoje: as religiões e a razão.
As religiões continuam sendo os nichos de valor privilegiados para a maioria da humanidade. Elas nascem de um encontro com o Supremo Valor, com a Última Realidade. Desta experiência nascem os valores de veneração, respeito, amor, solidariedade, compaixão e perdão, fundamentais para a preservação da vida.  Muitos pensadores reconhecem que a religião mais que a economia e a política é a força central que mobiliza as pessoas e as leva até a entregar a própria vida (Huntington). Outros chegam até a propor as religiões como a base mais realista e eficaz para se construir “uma ética global para a política e a economia mundias”(Küng). Para isso as religiões devem dialogar entre si. No diálogo acentuar mais os pontos em comum do que os pontos de diferenciação. Com isso pode se inaugurar a paz entre as religiões. Esta paz não se basta a si mesma mas deve animar a paz entre todos os povos e a paz com a natueza e uma paz perene com a Mãe Terra.
razão crítica, desde que irrompeu, quase simultaneamente em todas as culturas mundiais, no século 6ª a. C. no assim chamado tempo do eixo(Jaspers), tentou estatuir códigos éticos universalmente válidos, baseados fundamentalmente nas virtudes, cuja centralidade ocupava a justiça. Mas afirma também a liberdade, a verdade, o amor e o respeito ao outro.
A fundamentação racional da ética e da moral – ética autônoma – representou um esforço admirável do pensamento humano, desde os mestres gregos Sócrates, Platão, Aristóteles, passando por Immanuel Kant até os modernos  Jürgen Habermas, Enrique Dussel e entre nós Henrique de Lima Vaz e Manfredo Oliveira entre outros de nossa cultura.
Entretanto o nível de convencimento desta ética racional foi parco e restrito aos ambientes ilustrados. Por isso com limitada incidência no cotidiano das populações. Mesmo assim está se impondo a justiça ecológica: tratar de forma adequada os processos naturais para que possam ser sustentáveis, vale dizer, se manter, se reproduzir e melhorar.
Esses dois paradigmas não ficam invalidados pela crise atual, mas precisam ser enriquecidos se quisermos estar à altura das desafios que nos vêm da realidade hoje profundamente modificada.
Faça-se urgente uma ética do cuidado e da responsabilidade solidária. Para instaurar este tipo de ética precisamos descer descer àquela instância na qual se formam continuamente os valores, conteúdo principal da ética. A ética, para ganhar um mínimo de consenso, deve brotar da base comum e  última da existência humana. Esta base não reside na razão, como sempre pretendeu o Ocidente. A razão – e isso é reconhecido pela própria filosofia – não é nem primeiro nem o último momento da existência. Por isso não explica tudo nem abarca tudo. Ela se abre para baixo de onde emerge, de algo mais elementar e ancestral: a afetividade e o sentimento profundo. Irrompe para cima, para o espírito, que é o momento em que a consciência se sente parte de um todo e que culmina na contemplação e na espiritualidade. Portanto, a experiência de base não é “penso, logo existo”, mas “sinto, logo existo”. Na raiz de tudo não está a razão (“logos”), mas a paixão (“pathos”) que se expressa pela sensibilidade e pelo afeto.
Daí o esforço atual de resgatar a razão sensível e cordial (Meffesoli,Cortina,Duarte, Muniz Sodré). Por este tipo de razão captamos o caráter precioso dos seres, aquilo que os torna dignos de serem apetecíveis. É a partir do coração e não tanto da cabeça que vivenciamos os valores. E é por valores que nos movemos e somos. Em último termo, está o amor que é a força maior do universo e o nome próprio de Deus. Essa ética nos pode engajar em práticas para enfrentar o aquecimento global. O cuidado é uma expressão do amor, amor que protege, confere descanso, cura feridas passadas e evita futuras.
Mas temos que ser realistas: a paixão é habitada por um “demônio” que pode ser destruidor. É um caudal fantástico de energia que, como águas de um rio, precisa de margens, de limites e da justa medida. Caso contrário irrompe avassaladora. É aqui que entra a função insubstituível da razão. É próprio da razão ver claro e ordenar, disciplinar e definir a direção da paixão.
Eis que surge uma dialética dramática entre paixão e razão. Se a razão reprimir a paixão, triunfa a rigidez e a tirania da ordem. Se a paixão dispensar a razão, vigora o delírio das pulsões do puro defrute das coisas. Mas, se vigorar a justa medida e a paixão se servir da razão para um auto-desenvolvimento regrado, então pode surgir uma consciência ética que nos torna responsáveis face ao caos ecológico e ao aquecimento global.
Por ai há caminho a ser percorrido. Para um novo tempo, uma nova ética. E esta nova ética de cunho universal e salvador é o cuidado essencial para com tudo o que existe e vive que está atualmente ameaçado pela voracidade ilimitada humana. Como o cuidado é da essência humana e por isso se encontra em cada pessoa e em todo o ser vivo, ele pode ser acordado e ser transformado num atitude consciente e permanente. Desta forma nos fará ativos face ao aquecimento global, impedindo que ameace nossa existência nesta planeta, tão pequeno, tão belo e tão radiate de vida em todas as suas formas.

quarta-feira, maio 22

Escola Municipal Elias Teodoro

A Escola Municipal Elias Teodoro está entre as escolas com ensino de excelência em Minas Gerais


Aposentadoria da Gabriela



Gabriela,


A sua dedicação, o seu trabalho, o seu carinho em alfabetizar crianças na nossa escola, ficaram plantados para sempre  em nossos corações.

Ilumine Deus esse novo caminho, boa sorte e muito sucesso.

Parabéns e aproveite bem todos os momentos desta nova etapa da sua vida.

Para você deixamos este poema de Ted O'Neal:



Nova Liberdade

"Sua nova liberdade pode ser algo apavorante.
A despeito de menos pressão e menos responsabilidades,
você ainda precisa de uma boa razão para levantar-se da cama toda manhã.
Fique certo de continuar sonhando e estabelecendo objetivos para si mesmo. 
A sabedoria antiga diz que somente três coisas são necessárias
à felicidade: 
algo para fazer;
alguém para amar;
algo para esperar com ansiedade.
Esteja certo de que, a cada novo nascer do sol,
seu dia está livre para todas essas três simples necessidades."

São os mais sinceros votos de toda a equipe do Departamento Municipal de Educação de Capitólio 

domingo, maio 12

Dia das Mães.



SER MÃE
Ser Mãe é desdobrar fibra por fibra
O Coração! Ser Mãe é ter no alheio
Lábio, que suga o pedestal do seio,
Onde a vida, onde o amor cantando vibra.
Ser Mãe é ser um anjo que libra
Sobre um berço dormindo; é ser anseio,
É ser temeridade, é ser receio,
É ser força que o mal equilibra!

Todo o bem que a Mãe goza é bem do filho,
Espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser Mãe é andar chorando num sorriso!
Ser Mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser Mãe é padecer num Paraíso!

Feliz dia das Mães são os votos de João Professor.

sexta-feira, maio 10

DIA DAS MÃES ESPALHINHAS




ACONTECEU EM 08 DE MAIO DE 2013 A COMEMORAÇÃO DO DIA DAS MÃES NA COMUNIDADE DE ESPALHINHAS,CONTANDO COM APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL ANTÔNIO MODESTO DE OLIVEIRA

DIA DAS MÃES INFANTIL




ACONTECEU EM 09 DE MAIO DE 2013 A COMEMORAÇÃO DO DIA DAS MÃES COM O CIRCO DA ALEGRIA, REALIZADA PELA EDUCAÇÃO INFANTIL  DE CAPITÓLIO, CONTANDO COM APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS:
- PRÉ-ESCOLAR MUNICIPAL VIRGINIA PEREIRA LEITE 
- PRÉ-ESCOLAR MUNICIPAL IRMÃ VALÉRIA 


* VEJA AS FOTOS DO EVENTO NA ABA FOTOS

quarta-feira, maio 8

Capacitação de professores

_ CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO _



Aconteceu nos dias 02 e 03 de maio um encontro com professores da educação infantil e do ensino fundamental na Escola Municipal Elias Teodoro, visando melhorias na rede de ensino e a abertura oficial do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade na Idade Certa e do PIP ( Plano de Intervenção Pedagógica).
* Veja mais fotos do evento na guia fotos.

terça-feira, maio 7

AOS PROFESSORES



Ética Profissional - Professores



A presente declaração representa um compromisso individual e colectivo dos professores e do pessoal de apoio à educação. Complementa leis, estatutos, regras e programas que definem o exercício da profissão.É também um instrumento que tem como objetivo ajudar os professores e o pessoal de apoio à educação a responder às questões relativas à sua conduta profissional e, em simultâneo, aos problemas que surgem no relacionamento entre os diferentes parceiros educativos.

Preâmbulo sobre ética profissional

A educação pública de qualidade, pedra angular de uma sociedade democrática, tem o dever de proporcionar a todas as crianças e jovens as mesmas oportunidades educativas e é fundamental para o bem-estar da sociedade ao contribuir para o seu desenvolvimento econômico, social e cultural. Os professores e o pessoal de apoio têm a responsabilidade de fomentar a confiança da comunidade na qualidade dos serviços que se espera que ofereçam todos os que trabalham nesta importante tarefa. O exercício de critérios responsáveis está no centro da atividade profissional e as ações dos professores e do pessoal de apoio, dedicados, competentes e comprometidos na ajuda a cada aluno para que alcance todo o seu potencial, são essenciais para proporcionar uma educação de qualidade.À experiência e ao empenho dos professores e pessoal de apoio devem associar-se boas condições de trabalho, o apoio da comunidade e políticas capazes de proporcionar uma educação de qualidade. Só quando todos os componentes necessários estão nos seus devidos lugares é que é possível aos professores e ao pessoal de apoio cumprir totalmente suas responsabilidades para com os estudantes e a comunidade onde trabalham.A profissão de educador pode beneficiar com o debate sobre os valores fundamentais da profissão. Assim, uma crescente consciencialização das normas e da ética da profissão pode contribuir para aumentar a satisfação profissional dos professores e do pessoal de apoio, e de potenciar o seu prestígio e auto-estima, aumentando o respeito que a sociedade sente por estes profissionais.Os professores, o pessoal de apoio e seus sindicatos, por serem membros da Internacional da Educação (IE), estão comprometidos com a promoção de uma educação que ajude as pessoas a desenvolver as suas capacidades, para que possam viver uma vida plena, contribuindo para o bem-estar da sociedade.Reconhecendo o alcance das responsabilidades inerentes ao processo educativo e a responsabilidade de atingir e manter os mais altos níveis de conduta ética e profissional, em relação aos estudantes, aos colegas, aos pais, as organizações filiadas na Internacional da Educação devem:

a) promover ativamente entre os seus filiados as políticas e resoluções adaptadas pelo Congresso da Internacional da Educação e pelo seu Conselho Executivo, incluindo a presente Declaração sobre ética profissional;
b) trabalhar para assegurar que os trabalhadores da educação beneficiem de boas condições de trabalho que lhes permitam cumprir plenamente as suas responsabilidades, garantindo a todos os mesmos direitos, no respeito pela Declaração da OIT, relativa aos princípios e direitos fundamentais do trabalho e seu desenvolvimento, que engloba os seguintes factores:

. direito à liberdade de associação;
. direito à negociação coletiva;
. direito à não discriminação no trabalho;
. igualdade no trabalho;
. eliminação do trabalho forçado ou escravo;
. eliminação do trabalho infantil.
c)trabalhar para assegurar que os seus membros beneficiem dos direitos que figuram na Recomendação relativa à situação do pessoal docente da OIT/UNESCO e na Recomendação sobre a condição do pessoal docente do ensino superior da UNESCO;

d)combater todas as formas de racismo, de preconceito e de discriminação na educação, baseadas no sexo, estado civil, orientação sexual, idade, religião, opinião política, nível econômico ou social, ou baseadas nas origens nacionais ou étnicas;

e)cooperar ao nível nacional para promover uma educação de qualidade para todos e todas, financiada pelo governo, para melhorar a situação dos trabalhadores da educação e proteger os seus direitos;

f)usar a sua influência para tornar possível a todas as crianças do mundo, sem qualquer tipo de discriminação, e especialmente para aquelas que trabalham, que pertencem a grupos marginais ou que atravessem dificuldades especiais, o acesso a uma educação de qualidade.

DECLARAÇÃO

Tendo isto em conta, a IE recomenda a adopção da seguinte Declaração, a fim de orientar os professores e outros trabalhadores da educação e seus sindicatos para o respeito pelos padrões éticos requeridos pela profissão.

1. Compromissos com a profissão

Os profissionais da educação devem:

a) justificar a confiança pública e aumentar o respeito pela profissão, oferecendo a todos uma educação de qualidade;
b) garantir que o conhecimento profissional seja constantemente atualizado e aperfeiçoado;
c) determinar a natureza e o formato de programas de formação contínua como expressão essencial do seu profissionalismo;
d) divulgar toda informação relevante relacionada com as suas competências e qualificações;
e) lutar, participando ativamente no seu sindicato, para obter condições de trabalho que incentivem o ingresso de pessoas altamente qualificadas na profissão;
f) apoiar todos os esforços para promover a democracia e os direitos humanos através da educação;

2. Compromissos com os estudantes


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Os profissionais da educação devem:

a) respeitar os direitos de todas as crianças, em particular dos estudantes, para que possam beneficiar do disposto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças, particularmente no que diz respeito à educação;
b) salvaguardar e promover os interesses e o bem-estar de todos os estudantes, protegendo-os de intimidações e de abusos físicos e psicológicos;
c) tomar todas as medidas para proteger os estudantes de abusos sexuais;
d) atender aos problemas que afectam o bem-estar dos estudantes, tratando-os cuidado, dedicação e discrição;
e) ajudar os estudantes a desenvolver um conjunto de valores de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos;
f) manter relações profissionais com os estudantes;
g) reconhecer a individualidade e as necessidades específicas de cada aluno, e estimulando-os para que possa desenvolver plenamente as suas potencialidades;
h) proporcionar aos estudantes o sentimento de pertença a uma comunidade, baseada em compromissos mútuos de comprometimento com a existência de um lugar para todos;
i) exercer a autoridade com justiça e solidariedade;
j) garantir que a relação privilegiada entre professor e aluno não é utilizada para fins de proselitismo ou controle ideológico.

3. Compromissos com os colegas


Os profissionais da educação devem:

a) promover um relacionamento amigável com todos os colegas, respeitando a situação profissional e as suas opiniões, aconselhando e apoiando sobretudo os que se encontram em início de carreira ou em formação;
b) manter a confidencialidade sobre informações relacionadas com os colegas, obtidas no decurso da prática profissional, a menos que sua divulgação seja requerida por lei ou por dever profissional;
c) auxiliar os colegas na sua avaliação, após negociação e acordo entre os sindicatos e os empregadores;
d) defender e promover os interesses e o bem-estar dos colegas e protegê-los de qualquer forma de abuso físico, psicológico ou sexual;

4. Compromissos com a direção

Os profissionais da educação devem:

a) estar informados das suas responsabilidades legais e administrativas, respeitar as clausulas dos contratos coletivos e os direitos dos educandos;
b) cumprir as instruções razoáveis dadas pela direção, tendo o direito de as questionar através de procedimento claramente estabelecido.

5. Compromissos com os pais

Os profissionais da educação devem:

a) reconhecer o direito dos pais acompanharem, através de canais previamente estabelecidos, o bem-estar e o progresso dos seus filhos;
b) respeitar a autoridade legal dos pais, mas dar conselhos do ponto de vista profissional, tendo em conta o interesse superior das crianças;
c) realizar todos os esforços possíveis no sentido de envolver ativamente os pais na educação dos filhos, auxiliando o processo de aprendizagem e garantindo que as crianças não sejam vítimas de trabalho infantil.

6. Compromissos com os professores

A comunidade deve:
a) possibilitar que os professores se sintam confiantes e que sejam tratados justamente enquanto no exercício de suas tarefas;
b) reconhecer que os professores têm direito a preservar sua privacidade, a cuidar de si mesmos e a ter uma vida normal.

quarta-feira, maio 1

Parabéns Pelo Dia do Trabalho


Parabéns Pelo Dia do Trabalho





Tem dias que a gente acorda, cheio de energia, e 24 horas parecem insuficientes para executarmos todas as nossas metas. Em outros momentos, reduzimos o ritmo e o desânimo toma conta. Mas, há aqueles dias em que sentimos que tudo vale à pena, e que não estamos aqui por acaso. Temos uma missão, pessoal e profissional, que nos motiva a enfrentar os desafios e pensar: ESTOU FAZENDO O MELHOR! Funcionários, hoje, 1º de maio, é o Dia do Trabalhador, e vocês, com certeza, são muito importantes para a cidade que temos e na qual acreditamos. Parabéns!